quarta-feira, 28 de julho de 2010

Mano do Mano?


Amigos, em primeiro lugar peço desculpas pela demora na atualização do blog.

Desde o retorno da viagem à África, tenho ficado mas no estúdio da rádio apresentando programas do que propriamente fazendo reportagens.

E para escrever sobre nada, prefiro não escrever.

Mas como o assunto da semana é algo que conheço bem, resolvi expor aqui algumas opiniões a respeito de Mano Menezes, o novo treinador da seleção.

Primeiro, não costumo misturar na rádio opiniões pessoais com atitudes de trabalho.

Quando gosto ou quando não gosto de alguém fora do ar, trato exatamente do mesmo jeito durante as reportagens, perguntas, conversas, entrevistas e afins.

Mas claro que você convivendo com as pessoas durante muitas horas por dia, muitos dias por semana, é natural que tenha uma empatia por alguns e uma antipatia por outros.

Durante muito tempo por exemplo trabalhei com Vanderlei Luxemburgo no Palmeiras.

E era um dos poucos que adorava as entrevistas do Luxa. Gosto do jeito que ele trabalha, que responde (ou às vezes não responde) as perguntas, o jeito que trata as pessoas e a imprensa.

Não estou aqui falando da vida pessoal do Vanderlei, mas do seu jeito de ser fora do ar no ambiente de trabalho, que é onde tive contato com ele.

Muricy Ramalho, este homem tão elogiado pela conduta, jeito de ser, etc, sempre me tratou mal. Eu e outros que estão começando neste meio.

Quando o cara trata todos da mesma forma, mesmo que trate todos mal, como o Dunga, se pode dizer que é o jeito dele e pronto.

Mas o Sr. Muricy adora os velhos do jornalismo. Do mesmo jeito que maltrata os jovens, ou responde mal-educadamente uma pergunta de um novato, se a mesma questão é feita por um "amiguinho" da imprensa, a pergunta será respondida, e com muitos sorrisos.

Pra mim isto é falta de caráter. Sem falar na educação, que passa longe.

Já com Mano Menezes, acontece exatamente o oposto.

Trabalhei com ele no Corinthians durante um bom tempo. A ponto de saber, apenas no olhar do treinador, quando ele gosta ou não gosta de uma questão levantada.

E o Mano sempre foi muito educado comigo, por mais que às vezes a profissão exija alguma pergunta mais salgada, alguma colocação mais irônica, algum comentário mais ácido.

Apenas uma vez o Mano levantou a voz, saiu do sério comigo. E foi no único assunto que parece muito mal resolvido em sua vida: Carlos Leite.

Mesmo assim, no dia seguinte, e nos dias seguintes, continuou me tratando da mesma forma.

Repito aqui o que disse do Luxa. Não conheço o Mano em sua vida pessoal. Nunca fui na casa dele, ele nunca me convidou para churrasco algum.

Estou falando da postura do profissional, fora do ar, mas no ambiente de trabalho.

E nessas horas de espera entre um treino e outro, uma entrevista e outra, uma viagem e outra, conversei algumas vezes com o treinador sobre futebol.

O cara entende muito! Estuda muito, lê muito, conhece muito de todos os times, todos os jogadores.

É a vida dele. Isto explica tamanho sucesso. O homem é muito dedicado à profissão.

Muitas vezes discordei de suas atitudes durante os jogos, mas nunca pude falar que ele fez algo por relaxo, ou por falta de saber o que fazer.

Ele erra, claro, mas é um erro sincero, daqueles que pensam muito antes de fazer alguma coisa, diferente de muitos técnicos por aí que substituem só pra dizer que substituíram, gritam à beira do campo só para aparecer nas câmeras.

O Mano faz o que acha que deve ser feito para o bem do time. Sempre.

Tem os seus defeitos, e não são poucos, pra mim. Mas as qualidades superam.

É vaidoso, o que pode atrapalhar na seleção, onde os jogadores são todos popstars e a briga de vaidades é bem maior que no timão.

Se ele quiser dar uma de Rei do Twitter na seleção vai ter que brigar com gente grande e pode rolar ciumeira.

Talvez até para o bem do grupo, comete o erro de muitos técnicos, protegendo alguns jogadores que não estão bem, mas que o ajudaram no passado (Dunga?). E tira do time às vezes algum bom jogador por questões pessoais.

Repito: ele sempre pensa no bem do grupo. Mas às vezes o Romário, o Renato Gaúcho, o Garrincha, ajuda muito mais o "grupo" do que o Kakazinho querido do técnico.

Bem, este é mais ou menos o perfil que posso fazer do próximo treinador da seleção, com seus erros e acertos, mas que acredito ter sido a escolha certa pra dirigir o Brasil em 2014. Claro, se chegar até lá.

E os corinthianos sentirão saudades suas, Mano!

2 comentários:

Adriana Barreto disse...

Oi, Bello!

Gostei muito do que escreveu sobre o novo técnico da seleção... pude até conhecer um pouco mais sobre ele! rs... Bem, você sabe que sou Palestrina de coração, mas admiro o Mano com seu perfil e seu "jeitão"! Como você mesmo disse "O cara entende muito... É a vida dele", então, torço para que ele dê certo e desenvolva um ótimo trabalho a frente de um time que leva no peito milhões de corações brasileiros, a nossa querida Seleção Brasileira de Futebol! =)

Adorei!
Parabéns!

Beijos!
Dri

Dalmo disse...

Olá Marco Bello.
Parabéns ao programa de hoje e peça ao Maciel que continue com suas palavras esclarecedoras à população contra essa roubalheira que TODOS os governos praticam e prejudicam a população!

Abraço a todos

Dalmo Lopes
Vaaaai Corinthians!!

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