quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Uma dúvida



Antes de tudo, quero deixar claro que não sou o mais entendido no conflito envolvendo israelenses e palestinos, e estou aberto à discussão.

Mas leio ao menos dois jornais todos os dias. E acompanho TODOS os dias os relatos sobre o conflito Israel-Gaza.

Tenho uma dúvida: Por que a imprensa brasileira insiste em chamar os soldados israelenses de soldados, e os soldados palestinos de terroristas? Ainda mais se há mortes de civis, inclusive mulheres e crianças, dos DOIS lados?

É a velha teoria de Herói/Vilão. É mais fácil escolher um lado.

A história é escrita pelos vencedores. Baseado nisso, se a Alemanha tivesse vencido a 2ª Grande Guerra estaríamos hoje aqui condenando os abusos americanos, ingleses e franceses no período. Provavelmente não nos seria passado todas as barbaridades cometidas pelos nazi-fascistas.

Desde o início da segunda metade do século passado, nós brasileiros assimilamos muito mais o lado americano da visão de mundo. Antes, adorávamos tudo o que vinha da Europa.

Mesmo após o governo Bush, o tal anti-americanismo tão proclamado por todos não chegou à imprensa. E se temos que escolher um lado, escolhemos o lado americano!

Não estou aqui querendo bandear para o lado palestino, longe disso.

Quero apenas ter certeza de que, quando abro os jornais todos os dias, estou lendo sobre um triste acontecimento, com grandes perdas dos dois lados, com gente sofrendo, com governos hipócritas, um tentando reeleição, outro tentando ampliar o poder pela força, os dois querendo grana, e a população armada e escondida em bunkers!

Não, não quero ler no jornal sobre um filme do Rambo.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Manual para ajudar seu time a ser rebaixado


Atenção torcedor. É muito fácil contribuir para a queda do seu time, quando as coisas já estão ruins.

Ajudar pra que? Vamos derrubar ainda mais o seu "clube do coração".

Primeiro, quando o time jogar contra o grande rival, no início do returno, você invade o setor Vip do estádio à procura do presidente do clube.

Quebre as cadeiras, derrube o alambrado, faça o máximo de bagunça possível, até o árbitro e o delegado do jogo anotarem na súmula.

Assim o seu time perde o mando de jogos, e a situação fica um pouco mais difícil.

Depois, não vá aos jogos no interior, deixe a média de público bem baixa, não incentive!

Apenas critique os jogadores, nominalmente, um a um.

Quando o elenco chegar na cidade, ameace os jogadores, até eles se desestabilizarem, alguns até pedindo pra não jogar mais.

Assim o time que já era ruim fica ainda mais fraco.

Por fim, piche os muros do CT, ameace de morte o presidente, os diretores, jogadores, deixando mais tensa a situação, até que ela seja irreversível.

E bata na polícia, essa também é muito útil!

Pronto, você garantiu uma ajuda tremenda para o seu "clube do coração" cair para a Série B ano que vem!

OBS: obviamente este post é uma crítica, e nenhuma dessas atitudes estúpidas deve ser encorajada a ninguém!

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Melhor Morrer que Perder a Vida

Que tortura é essa, de fazer com que o torturado esqueça ou finja esquecer a própria tortura. Quer tortura maior do que ter que renegar o passado, o presente, o futuro? Renegar as vocações, os ideais, as convicções? Abraçar a causa do antigo inimigo, quase alienado, alienante, tentando provar que nunca foi o que foi, o que é? O que fizeram com Geraldo Vandré?

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Estas palavras me vieram à cabeça quando terminei de assistir pela enésima vez a entrevista de Geraldo Vandré à GloboNews. Entrevista esta concedida em 2010. Devo ter visto este VT umas 20 ou 30 vezes pelo menos. Gostaria de ter o prazer de entrevistá-lo também, porque a cada resposta eu fico com alguma pergunta na cabeça que infelizmente não é feita pelo repórter, que, claro, tem que seguir uma pauta da empresa.

Parece que a cada resposta que ouço do Vandré atual, mais questões e enigmas surgem na cabeça. Mais interessado eu fico no Vandré antigo, ou, pra mim, o verdadeiro.

Tento, procuro por mensagens subliminares, por indiretas, por frases soltas e olhares de escape. Procuro mensagens corporais, procuro algo que talvez não exista, mas pra mim existe. Uma história não contada.

Pra quem não viu, to falando dessa entrevista, a única em 30 anos, de Geraldo Vandré:


Na entrevista, ele cita um poema, lindo, de Gonçalves Dias. O poema diz coisas que talvez Vandré não possa, ou não queira falar:


Canção do Tamoio

I

Não chores, meu filho; 
Não chores, que a vida 
É luta renhida: 
Viver é lutar. 
A vida é combate, 
Que os fracos abate, 
Que os fortes, os bravos 
Só pode exaltar. 

II 

Um dia vivemos! 
O homem que é forte 
Não teme da morte; 
Só teme fugir; 
No arco que entesa 
Tem certa uma presa, 
Quer seja tapuia, 
Condor ou tapir. 

III 

O forte, o cobarde 
Seus feitos inveja 
De o ver na peleja 
Garboso e feroz; 
E os tímidos velhos 
Nos graves concelhos, 
Curvadas as frontes, 
Escutam-lhe a voz! 

IV 

Domina, se vive; 
Se morre, descansa 
Dos seus na lembrança, 
Na voz do porvir. 
Não cures da vida! 
Sê bravo, sê forte! 
Não fujas da morte, 
Que a morte há de vir! 



E pois que és meu filho, 
Meus brios reveste; 
Tamoio nasceste, 
Valente serás. 
Sê duro guerreiro, 
Robusto, fragueiro, 
Brasão dos tamoios 
Na guerra e na paz. 

VI 

Teu grito de guerra 
Retumbe aos ouvidos 
Dimigos transidos 
Por vil comoção; 
E tremam douvi-lo 
Pior que o sibilo 
Das setas ligeiras, 
Pior que o trovão. 

VII 

E a mão nessas tabas, 
Querendo calados 
Os filhos criados 
Na lei do terror; 
Teu nome lhes diga, 
Que a gente inimiga 
Talvez não escute 
Sem pranto, sem dor! 

VIII 

Porém se a fortuna, 
Traindo teus passos, 
Te arroja nos laços 
Do inimigo falaz! 
Na última hora 
Teus feitos memora, 
Tranqüilo nos gestos, 
Impávido, audaz. 

IX 

E cai como o tronco 
Do raio tocado, 
Partido, rojado 
Por larga extensão; 
Assim morre o forte! 
No passo da morte 
Triunfa, conquista 
Mais alto brasão. 



As armas ensaia, 
Penetra na vida: 
Pesada ou querida, 
Viver é lutar. 
Se o duro combate 
Os fracos abate, 
Aos fortes, aos bravos, 
Só pode exaltar. 

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

PT X PSDB




PT é igual Torcida Organizada de futebol. Poucos mandam e ganham muito dinheiro com isso. E uma corja de gente segue tudo cegamente achando que a coisa toda é por ideologia.

PSDB é um partido de pessoas “diferenciadas”, que dizem odiar política, mas reclamam quando se deparam com um buraco ou um mendigo na rua. Que pra eles, aliás, é a mesma coisa, gostariam de ver tampados.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Eleições Diretas nos Clubes de Futebol.




Um assunto que parece despertar apenas uma opinião em 100% dos comentaristas esportivos.

Os sócios do clube elegem o presidente da agremiação por voto direto nas eleições.

Pois eu sou contra!!

Não, eu não sou a favor da ditadura, do continuismo, sou a favor da democracia.

Mas acho que os sócios do CLUBE nada tem a ver com a instituição de FUTEBOL.

Explico: se eu moro perto do Palmeiras, independente de torcer para o time, posso me associar ao clube para usar as piscinas, o restaurante, a pista de corrida. E voto pra presidente do Palmeiras, clube de futebol!!


O mesmo acontece com o Corinthians. Eu moro ao lado do Parque São Jorge, não sou corinthiano, e faço aulas de natação 3 vezes por semana no clube. 

Voto para presidente de uma instituição bilionária com 30 milhões de torcedores, só porque uso as dependências do clube para nadar!!


Na minha opinião, o clube nada tem a ver com o time de futebol. Quem deveria votar pra presidente? O torcedor, oras!

No caso do Corinthians é até mais fácil, pois já existe o programa Fiel Torcedor. É só cadastrar direitinho aqueles que pagam a mensalidade em dia, e pronto!

E o cara que usa as dependências do clube? Esse não tem NADA a ver com o time!! Ou você acha que o Mario Gobbi, quando assumiu a presidência do Corinthians, pensava assim: 

- "que legal, sou presidente do Corinthians, vou alterar os dias das aulas de bocha, vou reformar as piscinas, vou limpar os canteiros do Parque São Jorge".

Claro que não, o cara assumiu o futebol!! 

O resto é o resto, e deveria ter um gestor único, separado, que pode ser até eleito pelos associados.

O futebol é da torcida, que vai aos estádios, que acompanha o time, e é quem deveria eleger o presidente dos clubes de futebol.


segunda-feira, 27 de agosto de 2012

O Fim da Corrupção


Só para lembrar, em época de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão:

Estas campanhas, riquíssimas, muito bem produzidas, para vender o candidato como um produto bonito, cheiroso, competente e necessário, são custeadas por empresas privadas e por dinheiro público.

O dinheiro público vem do fundo partidário. É o seu, o meu, o nosso dinheiro, que é transferido para os partidos políticos, para custear as "despesas da democracia".

E não há lei que impede os partidos de utilizarem esta verba pública nas campanhas.

Mas há também o dinheiro privado, o grande vilão, para mim, de grande parte de nossos males.

Por que, você me pergunta. Vamos fazer um exercício, criando a empresa fictícia "Construtora Bello".

Uma campanha, como já disse, custa caro, muito caro! Há empresas de publicidade, agências, produtoras, gráficas, inúmeros profissionais. Isso, no âmbito municipal, imaginem em uma campanha nacional, como para Presidente.

O partido sai às ruas com suas canecas, pedindo dinheiro, e a Construtora Bello doa 1 milhão de reais para cada um dos dois partidos que tem mais chances de vencer as eleições para prefeito.

O partido A ganha 1 milhão, o partido B ganha outro milhão. A Bello gasta 2 milhões.

O que a empresa quer com esta doação? Fazer o bem? Apoiar quem mais vai ajudar os pobres e oprimidos?

Claro que não, você deve saber, uma empresa quer lucrar. Sempre.

Pois bem, o candidato da empresa A vence a eleição. De uma forma ou de outra, ele vai ter que devolver o dinheiro para a Bello.

E não só o 1 milhão, e sim mais do que os 2 milhões que a empresa gastou ao todo!

Como devolver este dinheiro? Com corrupção. Com licitações fraudulentas, com superfaturamento de obras, com caixa 2.

E eu usei o exemplo de uma empresa!! Imaginem agora a quantas empresas o candidato deve favores ao final de uma eleição!!

Agora imaginem estes candidatos que todos nós estamos vendo em placas de publicidade, nos cruzamentos, nos homens-faixas pela cidade.

Isso custa. Isso também não sai do bolso do candidato. É mais um favor que nossos vereadores tem que pagar depois da eleição. Com corrupção, claro.



E isto infelizmente não vai mudar, e pelo contrário, tende a piorar com as campanhas cada vez mais caras para vender a imagem do candidato.

Isso sem falar que a campanha televisiva, radiofônica, e até aquela pequena faixa do candidato sorrindo na rua, não contribuem em nada para uma escolha correta do eleitor.

Na minha opinião, o que tem que mudar então? Simples:

- Financiamento público de campanhas. Sem doações privadas. Acaba esta festa do dinheiro privado indo para o setor público, e depois voltando ilicitamente e de forma aumentada para o setor privado.

- Campanhas na mídia com orçamento limitadíssimo. E com tempos iguais.

- Proibição de jingles, personagens, imagens externas, ou seja, qualquer coisa que emburreça o eleitor e saia da ideia de vender ideias dos candidatos.

- A ideia seria exatamente essa: vender ideias, planos, metas, e não a imagem do candidato sorrindo.

- Fim do voto obrigatório. Vota quem quiser mudar o status quo, ou quem quiser conservar o que está bom.

Pronto, não é o fim da corrupção, mas é a origem do fim. Vota quem quer, e vota na proposta, e não no produto. E quem ganhar não deve nada a ninguém, a não ser à população que o elegeu, até porque foi quem financiou sua campanha.

É tão difícil assim consertar as coisas?


quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Concorda?



No clima do filme Alta Fidelidade, aí vão algumas escolhas, pra você concordar ou discordar de mim:

Cantor Nacional: Caetano Veloso
Cantor Internacional: Elvis Presley
Cantora Nacional: Elis Regina
Cantora Internacional: Cyndi Lauper
Grupo de Rock Nacional: Titãs
Grupo de Rock Internacional: The Doors
Letrista Nacional: Renato Russo
Letrista Internacional: Jim Morrison
Ator NacionalMatheus Nachtergaele
Ator Internacional: Edward Norton
Atriz Nacional: Regina Duarte
Atriz Internacional: Scarlett Johansson




quarta-feira, 8 de agosto de 2012

3ª Copa Teleperformance


Alguns trabalhos são tão legais que nem parecem trabalho. 

Isso aconteceu no último sábado, 4 de Agosto, quando eu e o narrador Weber Lima fomos convidados pra comandar uma transmissão divertida das finais da 3ª Copa Teleperformance ESPN na Playball Pompeia.




Foram mais de 200 equipes, 2000 atletas inscritos na competição.



Acima, as vencedoras da disputa do 3º lugar feminino.

Abaixo, torcida organizada dos times.



Muita comemoração na final feminina também.




E a cerimônia de premiação foi muito bem feita, com troféus e medalhas para as equipes.






  

Abaixo, eu, Weber Lima, Cleber Esteves e todo o pessoal da Fala Comunicação, que organizou a Copa.


terça-feira, 17 de julho de 2012

Diário da Libertadores - Final - Pacaembu



Fotos inéditas do dia 04 de Julho de 2012, Estádio do Pacaembu, dia da final da Copa Libertadores da América - Corinthians 2 X 0 Boca Juniors




A festa da torcida do Corinthians:



A taça da Libertadores, ao lado dos bancos de reservas:


No setor Vip do estádio, decoração em homenagem aos dois finalistas:



Sim, estes senhores estavam dentro do estádio do Pacaembu (!) :




Esta foto abaixo é muito legal e ilustrativa. São os dois lados da moeda. 


Na direita, integrantes da comissão técnica do Corinthians, jogadores, ex-jogadores, familiares, Vips e torcedores com algum privilégio. 


À esquerda, a imprensa, ainda proibida de entrar no vestiário, aguarda do lado de fora:


Após o jogo, repórteres de rádio foram enclausurados e proibidos de trabalhar, a mando da Confederação Sulamericana de Futebol. Abaixo, o mais experiente deles, Roberto Carmona, preso com cadeado tentando apenas olhar o campo de jogo e a festa dos jogadores do timão:


TODAS as fotos acima foram tiradas por Isabela Pagliari.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Paolo Guerrero


Paolo Guerrero, atacante peruano de 28 anos de idade, foi apresentado hoje como novo reforço do Corinthians.



O atleta já treinou, ao lado do chinês Zizao, e depois concedeu entrevista coletiva ao lado do diretor de futebol do clube, Roberto de Andrade:


Abaixo, a primeira entrevista coletiva do jogador como atleta do Corinthians:


quarta-feira, 27 de junho de 2012

Diário de Buenos Aires 2 - Vôo corinthiano

Abaixo, um vídeo enviado pelo torcedor Franklin Lino, que ao lado dos também corinthianos Felipe Bafem e Erick Watanabe, fizeram a festa no avião que vinha para Buenos Aires.


video

Diário de Buenos Aires 1 - Hino no Piano

Apesar da correria aqui em Buenos Aires, vou tentar postar alguns vídeos e fotos, no dia da decisão.

Primeiro, um torcedor que, dentro do hotel em que a equipe está concentrada, tocou o hino do clube no piano do lobby:

video

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Coração de torcedor



Homenagem da equipe Transamérica à classificação do Corinthians para a primeira final de Libertadores de sua história:

Para ouvir, clique aqui

terça-feira, 19 de junho de 2012

Saia, Luiza!


Ontem prometi pra mim mesmo que não escreveria aqui sobre o tão comentado encontro entre o ex-presidente Lula e o eterno deputado Paulo Maluf.

Não gosto de misturar emoção com opinião. Acho que a opinião tem que ser dada apenas com a razão.

Eu gosto muito de política. Sempre gostei. Acho que gosto mais até do que futebol.

E pelo fato de trabalhar com o segundo há tempos, aprendi a ser imparcial, a me distanciar do fato.

Na política, não. Na política penso como torcedor.

Torcedor que fui de Lula, aos 10 anos de idade, em 1989, quando fui às ruas distribuir bandeiras daquele que era tido como um "comunista comedor de criancinhas" por todas as mídias da época.

Lembro que fui massacrado pelos colegas de escola, todos apoiadores de Fernando Collor, o candidato da Globo e dos bacanas do país.

Hoje alguém admitir que naquela época votou no Collor é mais ou menos como um alemão mais idoso admitir que apoiou o nazismo. Mas que votou, votou.

Sempre fui um pouco rebelde, e gostava do que ninguém (pelo menos no meu círculo social) gostava. Sempre tive opinião.

Fui discriminado também quando apoiei Mario Covas à prefeitura, quando pedi um autógrafo para Luiza Erundina e em seguida defendi Ulisses Guimarães.

Em 2002, me emocionei com a chegada de Lula à presidência da República. Em 2006, já decepcionado, votei em Cristovam Buarque. Em 2010, votei nulo.

Não preciso nem citar as disputas municipais e estaduais, para exemplificar meu descontentamento e minha tristeza com quem eu antes acreditava tanto.

Mas sei também que política não é apenas política partidária. Política é tudo. 

Estou fazendo política escrevendo aqui. Faço política no twitter, no rádio, na rua.

Mesmo que apenas uma pessoa tenha a paciência de ler este texto, já consegui passar um pouco do que penso para alguém. Política.

Claro que há a necessidade de se fazer alianças para governar. 

A meu ver, Luiza Erundina nunca vai poder exercer outro cargo executivo, justamente porque não tem estômago para fazer alianças.

Ela não conseguiu governar a cidade de São Paulo por isso.

O PT aprendeu no seu governo que é preciso compor para ter poder, e principalmente para exercer o poder. O PT aprendeu e Luiza saiu.

Justamente por isso Luiza deixou o partido. E agora o PSB faz com que Luiza se una novamente ao PT.

Ela engoliu a seco e aceitou um pedido especial de Lula, a quem ainda tem admiração apesar de tudo.

Mas o PT foi longe demais. Até para quem já estava decepcionado com tudo, uma aliança com Maluf, um aperto de mão público com o inimigo eterno é uma cena que dá muito desgosto.

E Luiza está em uma encruzilhada. 

Ou aceita ser vice do fantoche unido ao inimigo para surrupiar um pouco mais a cidade, ou deixa a política.

A meu ver, Luiza, deixe. Deixe pela porta da frente. 

Tenha coragem, como sempre teve.

Venha fazer política deste lado aqui. 

Junto a Herbert de Souza, o Betinho, a Zilda Arns, Chico Mendes, e tantos outros bons como você. 

Saia dessa, Luiza, não se misture mais.


segunda-feira, 18 de junho de 2012

Fala Sério!

Há exatos 6 anos, durante a Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, eu recebia a notícia da morte do humorista Bussunda.

Na época eu fazia produção na Rádio Transamérica, cheguei cedo para editar os materiais dos repórteres, e fiquei sabendo da notícia pelo amigo Andre Henning, que estava fazendo a cobertura do evento.

Por que estou falando disso agora?

Acho que por um certo saudosismo, pelo fato de programas de humor de hoje tratarem o tema de um modo mais hostil, um humor de provocação desvairada, pouco inteligente, até.

Bussunda provocava, mas com uma ironia inteligente, mais sutil.

Claudio Besserman Viana, seu nome de batismo, foi descrito como gênio, punk, revolucionário.

O ex-presidente Lula declarou que era o grande símbolo da irreverência brasileira.

Aqui, pra quem não se lembra, um pouco da história do craque do humor brasileiro:


E uma foto que guardo com muito carinho, aos meus 17 anos de idade, quando o encontrei durante um Grande Prêmio Brasil de F1:



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